Demonstrações Financeiras, HP12C lenços umedecidos.

Na semana seguinte da minha demissão, a empresa em que eu trabalhava me chamou para prestar consultoria pra eles. Iria finalizar os projetos que eu estava tocando. Isso foi muito bom pra mim pois me ajudou financeiramente e também reforçou minha vontade em trabalhar como consultor.

Mas uma coisa que eu não podia negar era que esse período como consultor não seria em nada parecido com o que eu imaginava.

Quase sempre eu estava trabalhando no Shopping Eldorado pois ficava mais perto da escolinha do João. Todos os dias eu ia buscá-lo e voltava pra casa com minha mochila com notebook, calculadora, anotações e por ai vai e com a mochila dele com roupas sujas, fraldas e lenços umedecidos.

Passava horas trocando emails com o meu ex gerente, discutindo propostas de melhoria e analisando números ao telefone e logo depois estava de papo com as mães no berçário, discutindo sobre comidas, remédios, progressos dos pequenos e ouvindo da tia da escolinha como foi o dia.

Descobri que aquilo era estranho mas engraçado e que eu não me constrangia em estar ali no meio das mães com o João no colo. Acabei até por me tornar uma “referência” de pai por ser tão participativo, mesmo tendo sido “forçado” a participar mais da vida do João.

Comecei a criar uma relação só minha com o João, desenvolvemos brincadeiras e nossas próprias músicas durante nosso trajeto escola-casa no carro. Brincávamos em casa e aguardávamos a chegada da Fabi que as vezes voltava com a gente.

Nessa época comecei a sentir a importância do pai na educação dos filhos. Eu nunca fui ausente, mas sempre achei que por vocação, a maior responsabilidade seria da mãe. Mesmo tendo passado pela DPP da Fabi eu achei que uma vez ela curada, a responsa era dela.

Depois desse período inicial, percebi que eu era tão responsável pelo bem estar do meu filho quanto ela e percebi que muitos pais não conseguem entender a necessidade que os filhos sentem da presença masculina.

Coisas que aprendi:

  • Não carregar sopa na mochila sem um saquinho plástico;
  • Não sair atrasado para buscar o filho na escola (ele ficam bravos com a gente);
  • Usar o espelho retrovisor interno do carro para fazer caretas para ele;
  • Cantar músicas enquanto estamos presos no trânsito;

Abs e me segue no twitter @marcos_mosca

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9 comentários sobre “Demonstrações Financeiras, HP12C lenços umedecidos.

  1. Muitoooo legal!
    Meu marido já me disse a mesma coisa sobre a participação do Pai…ele sempre pensou sobre o assunto como educativo,já que é professor,mas percebeu que o tempo que ele passar com os filhos deve ser recheado de muitas coisas e que educação se começa com brincadeiras…

    Um abraço pra vcs!

  2. Haha… muito bom! Comecei a ler assustado, pois não lembrava de a Fabi ter perdido nenhum emprego. Só depois me dei conta de que agora o senhor tb escreve. Abraço

  3. Muito bom, Mosca!
    Vivo exatamente a mesma situação por aqui, e me divirto.

    O duro é saber que virando referência, pouco a pouco, os outros pais passarão a nos odiar… hehehehehe

    abs!

    • Marcos Mosca disse:

      Betão, esse é o próximo post…papo de fraldário…..hahahahaha

  4. Déborah Ilg disse:

    Ótimo!!!

    Meu marido é quem leva nosso filho para a escola, e tem as mesmas brincadeiras, e já notamos o quanto o garoto ama ter os momentos só deles.

    Tem brincadeiras que o pai faz que o Dante me olha e diz: “Agoia só o papai pode bincá”

    Aí eu fico babando neles… 🙂

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