Limites

Meninas, ontem estava arrumando meu armário e encontrei um texto. Não me perguntem como ele foi parar lá nem de quem é. Só sei que eu gostei e resolvi compartilhar. Se alguém souber a autoria, eu publico aqui!

LIMITES
Somos a primeira geração de pais decididos a não repetir com os filhos os erros dos nossos progenitores. Com energia para abolir os abusos do passado. Somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado… os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas e mais “poderosas” do que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo para outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedecem a seus pais… e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais… e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais… e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos. E, o que é pior… os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes de considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais

Mas, à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo… hoje os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem e, ainda que pouco, o respeitem. E são os filhos, quem agora, esperam respeito dos seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e suas forma de agir e viver. E que, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer: os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar os filhos para “ganhá-los” e não o inverso. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem… Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo dos pais, a debilidade do passado encheu os nossos filhos de medo de menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância estamos frente a suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem onde vão.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio na qual se encontra, em uma sociedade que parece à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firma e respeitosa lhe permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas, para irmos à frente liderando-os. E não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito.

Eu fui uma criança e adolescente que nunca tive muitos limites e sempre me senti perdida e desamparada por isso. Espero poder conseguir dar limites para o João sempre, para que ele se sinta protegido e confiante!

O que você acham disso?

Beijos, @fabianafaria

Foto daqui ó

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7 comentários sobre “Limites

  1. Lu disse:

    Fabi…

    já mandei e-mails mas não obtive resposta…mas saiba que estou sempre torcendo por vc!

    Beijos Lu e Laura

  2. Eu tento dar limites ao dois, mesmo o Felipe tendo só 8 meses, fico em cima pra não mexer nas coisas, e acredito que é nisso que se começam os limites… Fácil não é, tem que persistir mto, falar todo dia a mesma coisa, mas quem falou que seria fácil?
    Bjs
    🙂

    • Nossa, Bárbara, ele já está com 8 meses??? Deus…
      Mas o limite começa desde cedo mesmo.
      Beijos

  3. Fabiana Leal disse:

    Fabi, concordo com o texto em parte. Ele generaliza demais! Claro q é mais comum esse comportamento q o autor cita, mas muitos pais ainda conseguem manter a rédea sobre os flhos e ter uma relação de amor, respeito e liderança (faltou ele mencionar tais exceções). Fui criada num lar com pai e mãe juntos, q colocavram limites pra mim e minhas 2 irmãs. Tudo tinha horário, não xingávamos, íamos à igreja, sentávamos à mesa juntos, pai e mãe sendo respeitados. Até hoje respeito meus pais, mesmo já estando fora de casa há mais de 5 anos. Eles são as pessoas mais importante da minha vida (junto com meu filho e meu marido). Tomei palmada, apanhei de cinto, ouvi muito não, ameaça de ovo quente na língua se xingasse e isso formou o meu caráter sim. Tive muito amor, dengo, presentes, mas tudo com limite e foi a dose perfeita pra me fazer a mulher q sou hj.
    Eu sempre digo q a criação q quero dar a Fabinho (e ao bb q está chegando – descobri ontem q estou gravidíssima) é pautada na q meus pais me deram.
    Bjs, Fabi

    • Oi Fabi,
      Parabéns pela gravidez!!!! Que venha cheio de saúde.
      É legal saber da experiência de outras pessoas. A gente geralmente concorda com coisas que acabam tendo a ver com o nosso universo, com o que a gente viveu, né?
      Espero que todas nós tenhamos sabedoria para educar nossos filhos!
      beijos,
      Fabi

  4. Eu ainda vou escrever um post sobre isso. Limites.

    Há esse discurso de que as crianças precisam de limites iguais aos das gerações passadas, só que nós nunca tivemos limites. As gerações passadas tinham medo, pavor e logo aprenderam a mentir para os pais. Respeitavam na frente e xingavam por trás. Aprontavam e escondiam. Nunca houve respeito, amor, cumplicidade. Essa imagem não me convence.

    Vejo hoje crianças mal criadas e o que lhes falta? Limites? Não. Falta-lhes amor, compreensão, convívio com os pais, falta se sentirem importantes, amadas. É só isso que querem quando fazem birra e esperneiam: elas querem atenção.

    Os pais, ausentes, pouco conhecem seus filhos e, diante de uma explosão de emoção, não sabem o que fazer. Hora negociam, hora castigam, hora permitem. E as crianças vão ficando confusas, com baixa auto estima e se sentindo mal amadas.

    É o que penso. Sei lá.

    http://eramos2.blogspot.com
    http://boloeguarana.blgospot.com

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