12 Brunch “Culpa, Não” Revista Pais & Filhos – Depressão Pós-Parto

Oi amores, tudo bem?

Ontem eu tive o prazer de participar mais uma vez de um Brunch do “Culpa, Não”, iniciativa incrível da Revista Pais & Filhos, da Editora Manchete. A definição do “Culpa, Não!” é a seguinte: Nasce a mãe e com ela, a culpa. Mas não precisa ser assim… Uma campanha da revista Pais & Filhos. A página no site da revista e a comunidade no Facebook dá voz para que as mães compartilhem as suas experiências de maneira saudável, sem julgamentos e, claro, tentando sem minimizar a culpa.

culpa nao

Desde o começo do projeto, “pago um pau” pra ele porque as editoras tiveram o culhão de tocar em assuntos delicadíssimos, como parto normal X cesárea, a interrupção da amamentação e agora a depressão pós-parto.

Aí, participei do brunch 10, que falava sobre a importância da culpa em relação à responsabilidade. Lá, pude contar sobre a DPP e fui entrevistada para esta matéria, que saiu no site:

Achei demais porque sempre adoro contar o que aconteceu comigo para ajudar outras mulheres na mesma situação. Quando começaram a pipocar as chamadas para este brunch específico de DPP, já me convidei, hehehe… E lá eu fui!

Os brunchs sempre têm um convidado especial: obstetras, pediatras, psicólogos, etc. Dessa vez, tivemos o privilégio de conversa com o Dr. Leonardo Posternak (veja entrevista com ele aqui), um pediatra incrível e que já colabora com a revista há 10 anos.

Ele é de uma sensibilidade impressionante! Olha aí algumas coisas que ele falou:

leonardo-posternak

“O pediatra não deve entender só de criança, mas também da alma feminina”.

“Em duas histórias as crianças acabaram tendo quadros de refluxo. A criança usa o único elemento que ele tem para dar essa reação. Ela não se revolta, não se deprime, ela tem refluxo. O refluxo é um sintoma de um ambiente emocional complicado, a criança nessa idade não pode se deprimir nem se neurotizar, ela expressa pelo corpo”.

“A verdade deve sempre ser dita para as crianças, independentemente da idade. A criança precisa poder confiar nos seres que mais ama. Se você adotou um bebê, conte para ele que o adotou assim que chegarem em casa. Essa é uma prática chamada de ‘banho de palavra’ que é, quando você já estiver bem, sentar e contar para o seu filho o que aconteceu. A pior situação de uma família é o segredo, o não falar”.

“De dois a três meses antes de ter o filho e dois a três meses depois é o período chamado pelo pediatra e psicanalista Winnicott de preocupação materna primária ou loucura materna. Essa loucura é saudável. Se a mãe não for louca como vai traduzir “mã” como mamãe e inserir o filho na linguagem?”

“Se dê ao luxo de perceber que o filho também recebe nossa ira. Não é só amor e palavras poéticas. A raiva existe!”.

Olha, virei fã!

Me emocionei muito com as histórias contadas. Foi um chororô só, vocês podem imaginar, né? Mas foi um momento de alegria, de compartilhar experiências e perceber que somos todas vitoriosas, cada uma a seu jeito, com suas dificuldades pessoais e cada uma em um estágio da vida.

depressao-por-parto

E o mais importante: mesmo com um começo de relacionamento conturbado, todas amam demais os seus filhos. E eles são os maiores beneficiados pelo nosso crescimento pessoal.

Beijos a todos!

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2 comentários sobre “12 Brunch “Culpa, Não” Revista Pais & Filhos – Depressão Pós-Parto

    • Foi muito legal mesmo, Isabelle! E corra atrás dos seus sonhos. Ser mãe não é fácil. Ser médico deve ser tão difícil quanto, heheheh… Mas a gente tem capacidade para isso e muito mais! Beijos e obrigada pela visita, Fabi

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