A sua ausência

Filho, tá tão difícil sem você. Não imaginei que fosse sentir tanto a sua falta. Não imaginei que você fizesse tanta diferença na minha estrutura emocional. Eu sempre me sentia tão cansada e tão sem paciência quando estávamos juntos…

A sua ausência tá me deixando sem chão. Minha resistência baixou. Tive febre, enjoos, vômitos, falta de ar, tosse, sinusite, engordei. Não tenho vontade de trabalhar, de tomar banho e resolver problemas. Parece que está tudo nebuloso, sem vida, sem cor.

É, eu sei que posso estar ficando depressiva de novo. Mas prefiro pensar e encarar tudo isso como um período de adaptação. Para nós dois.

Não foi nada fácil te ver na quarta-feira passada. Te ver chorar, pedir para voltar pra casa comigo, ouvir você dizer que não queria me deixar sozinha e que não gostava da sua escola nova. Sentir o seu cheiro e não poder dormir com você. Colocar o pijama em você, mas voltar pra casa sozinha.

Sabe, filho, a mamãe sabe se virar sozinha. De verdade. Mas com você fica tudo mais gostoso. Fica tudo completo. Ainda bem que o NOSSO final de semana chegou. Quero sentir o seu cheiro até enjoar (como se isso fosse possível).

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3 comentários sobre “A sua ausência

  1. Aurea disse:

    Ola, vi essa sua postagem e uma outra dizendo que seu filho foi morar com o pai e me identifiquei muito, não sou egoista a ponto de pensar q so eu posso ficar com meu filho pois sou a mãe, meu filho e o pai dele são muito ligados e não pude deixar que com a nossa separação isso abalasse, atualmente ele convive mais com o pai do que comigo, ate porque trabalho muito e estou estudando, antes tinhamos a guarda compartilhada, agora com essa minha correria o vejo mais nos finais de semana, sempre amarei ele, independente de qualquer coisa, sei bem o que e sofrer criticas e te julgarem a pior mãe do mundo por ser uma mãe tão corajosa a ponto de deixar o pai cuidar, mas espero de coração que fique bem, nossos filhos crescerão com uma mente aberta a tudo na vida e não serão mais uma cabeçinha quadrada que vemos por ai!!!
    Beijos Beijos

  2. Lídia disse:

    Obrigada por compartilhar sua história.

    Esse é um texto que escrevi, antes de ver essa sua publicação aqui. Tenho medo, muito medo. Vou continuar a ler o seu blogue.
    Mais uma vez: obrigada.

    “Penso em mudar de cidade e deixar meu filho com o pai.
    Mas o sentimento de culpa é tão forte, que não consigo ir adiante com a reflexão.
    Tenho consciência de que isso é a imposição da maternidade compulsória, mas a outra reflexão que me vem, e que não consigo encontrar nenhum material científico que fale sobre isso, para me ajudar a compreender e enfrentar, é a culpa por ter escolhido, decidido, colocar uma vida no mundo, e não dar suporte a ela.

    Tenho um sentimento de responsabilidade imenso em relação ao meu filho. Afinal, ele só existe porque EU quis. Eu e o pai dele. Aliás, hoje enxergo o quanto isso é egoísta, mas também preciso levar em consideração a perspectiva que eu tinha naquela época, há nove anos.

    Sinto que não devo me ausentar da vida dele, ainda mais agora nessa fase da infância, em que tudo é novo, e a orientação/educação é fundamental.

    Mas também consigo perceber que TODAS as fases da vida do meu filho serão importantes, e necessitadas de orientação/educação, e que consequentemente, não importa se ele tiver 9, 15, ou 50 anos, sempre acharei que preciso estar por perto.

    O que me resta, é tentar me livrar dessa culpa. É desapegar das “manias” da maternidade compulsória.

    Dói e dá muito medo. Principalmente, do que meu filho possa vir a pensar de mim. Será que ele me condenaria? Um passo no escuro.”

  3. Mara disse:

    Oi Fabiana, sinto na pele e vivo uma situação muito parecida com a sua Fabiana, e sinto muita culpa e tbm tive depressão pós parto e não tive muito apoio assim fui me tratar sete anos após o nascimento da minha filha. Gostaria muito de conversar mais com vc para assim não se sentir a única nesse mundo tão injusto e cheio de preconceito. Grande abraço, que Deus nos dê discernimento para vencermos essa culpa.

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