A sua ausência

Filho, tá tão difícil sem você. Não imaginei que fosse sentir tanto a sua falta. Não imaginei que você fizesse tanta diferença na minha estrutura emocional. Eu sempre me sentia tão cansada e tão sem paciência quando estávamos juntos…

A sua ausência tá me deixando sem chão. Minha resistência baixou. Tive febre, enjoos, vômitos, falta de ar, tosse, sinusite, engordei. Não tenho vontade de trabalhar, de tomar banho e resolver problemas. Parece que está tudo nebuloso, sem vida, sem cor.

É, eu sei que posso estar ficando depressiva de novo. Mas prefiro pensar e encarar tudo isso como um período de adaptação. Para nós dois.

Não foi nada fácil te ver na quarta-feira passada. Te ver chorar, pedir para voltar pra casa comigo, ouvir você dizer que não queria me deixar sozinha e que não gostava da sua escola nova. Sentir o seu cheiro e não poder dormir com você. Colocar o pijama em você, mas voltar pra casa sozinha.

Sabe, filho, a mamãe sabe se virar sozinha. De verdade. Mas com você fica tudo mais gostoso. Fica tudo completo. Ainda bem que o NOSSO final de semana chegou. Quero sentir o seu cheiro até enjoar (como se isso fosse possível).

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João vai morar com o papai – O processo

joaoEm menos de um mês, Joãozinho vai para a casa do pai (conforme contei aqui). Neste post, quero falar sobre o processo dessa mudança.

João está gostando mais da ideia. Ele foi junto com a gente fazer a matrícula na escola nova e já diz que vai ser muito legal estudar com o irmão. Continuamos em terapia. Por enquanto, nada preocupante. O quartinho dos dois na casa do papai está quase ficando pronto e – é claro – ele adorou a ideia de ter uma televisão e um vídeo game só pra eles (aqui em casa não tem).

Joãozinho ainda reclama que vai dormir muitos dias com o papai e poucos com a mamãe, mas está feliz com a possibilidade de acompanhar o crescimento dos bebês na barriga da tia Fê.

Isso é uma grande novidade! O papai e a tia Fê estão grávidos. De gêmeos! ❤ ❤ ❤ Eles vão proporcionar ao João uma experiência que eu não pretendo repetir por aqui. Ele vai poder acompanhar todo o processo e isso vai ser realmente muito bacana.

Com relação a mim, aos poucos estou caindo na real. Desde que decidimos pela mudança, João tem passado mais tempo lá na casa do pai. Assim, todos nós já vamos nos acostumando com a ideia.

Os sentimentos se misturam: silêncio que incomoda, mas acalma; descanso merecido, mas que traz culpa; casa arrumada, mas pedindo uma bagunça. Minha última TPM foi uma das piores dos últimos tempos. Sensação de abandono sem motivo aparente. Demorou para eu me dar conta do porquê estava me sentindo daquele jeito. 😉

Por conta do post publicado e da repercussão dele no blog Para Beatriz, da Isa Kanupp, tenho conversado com algumas mães que já passaram por isso. O sentimento é meio esse mesmo. Então, está tudo dentro dos conformes.

O importante, como eu sempre digo, é a felicidade das crianças. E nada me deixou tão feliz e satisfeita quanto ver o meu filho tão agarrado ao pai quanto agora. É isso que vale!

Lembranças de Copa do Mundo

copa-mundoIndependente de qualquer problema, a Copa do Mundo 2014 começa amanhã. Confesso que não estou na maior das empolgações, mas, como boa canceriana, qualquer coisa me traz recordações. Aí, hoje eu estava pensando nas Copas do Mundo pelas quais eu e o Joãozinho já passamos.

João só curtiu uma Copa até agora, a de 2010. Temos dois posts publicados aqui:

>> Joãozinho na Copa
>> João e a Vuvuzela

Acredito que este ano ele vá curtir bastante (sem tanto medo dos fogos, mas ainda se irritando com o barulho das vuvuzelas e afins).

Eu já estou na minha décima Copa! Nunca fui aficionada por futebol. Sempre achei babaca esse povo que chora pelo seu time. Não entendo, gente, desculpa. Mas a competição me traz algumas lembranças bacanas:

A final da Copa de 1994 foi no dia do meu aniversário de 13 anos. Fiquei tristíssima porque minha mãe não me deixou ir pra Krypton (danceteria que bombou nos anos 90 por aqui. Praticamente minha segunda casa na adolescência. Bons tempos…) assistir ao jogo e comemorar a data. Disse que a rua ia ficar perigosa demais. Lembro que nessa época a gente estava morando na casa da minha avó e a Giovanna (minha irmã) tinha acabado de nascer (a cidade desmoronando e ela dormia que nem pedra durante todos os jogos). Assim que o jogo acabou (É TETRAAAA), pulamos na caçamba do carro de um vizinho e saímos pelas ruas buzinando e gritando. Tão bom ser adolescente, né?

Em uma das Copa que eu era bem pequena (86 ou 90 – não lembro), participei de um bolão da família do meu pai. Acertei o resultado de um jogo: 4 X 1. Não me pergunte que jogo era, quanto eu ganhei, etc. Só lembro que acertei o resultado do jogo e meu pai ficou muito feliz. E eu fiquei me achando, me sentindo a criança mais sortuda do mundo. Eu devo ter pego o dinheiro e gastado tudo em figurinha na banca.

Anos depois, acho que em 2006, ganhei outro bolão, com o pessoal do trabalho do Mosca, quando a gente namorava. Acho que ganhei uns 300 reais, mó grana. Putz, devia investir mais nesse negócio de bolão, né?

E vocês, quais são as melhores lembranças das Copas do Mundo?