A criança e os hábitos de leitura no tablet

pesquisa-literatura-infantilHá algum tempo, tive o prazer de conhecer virtualmente a jornalista Thais Caramico, autora do site Garatujas Fantásticas, especializada em conteúdo para crianças e outras coisitas más.

Ontem, ela me contou que está trabalhando em um conteúdo digital de qualidade para os pequenos de 4 a 10 anos: “Tablet Para Ler Garatujas”. Para construir essa ideia de maneira ainda mais estruturada, está no ar uma pesquisa independente que a Thais vai usar também para o seu trabalho final no Master Internacional en Libros y Literatura Infantil y Juvenil, da Universidade Autônoma de Barcelona (2013-2014).

Vamos ajudar? Literatura é sempre bom demais…

Clica aqui!!!

O livro “Criando filhos em tempos difíceis”

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Quem me acompanha no Instagram, viu que eu ganhei da Pais & Filhos o livro “Criando filhos em tempos difíceis”, da Elizabeth Monteiro. Eu postei e disse: “oba! vou ler e depois conto”. E ainda divulguei o dia do lançamento aqui em São Paulo.

Pois bem.

Eu li. Quer dizer, tentei. Mas logo nas primeiras páginas a autora já enche o leitor de rótulos e fórmulas prontas. Aí, eu fui passando as página e li só aquilo que me interessava. O que durou uns 15 minutos.

Olha, gente, eu nunca tinho lido nada dela, não sou expert de nada e nem li crítica nenhuma antes de vir escrever. Mas precisava contar a minha impressão sem influências externas. Afinal, cheguei a falar dele pra vocês. E odeio indicar coisas que não conheço. E acho que indiquei no calor do momento.

Achei o livro raso, superficial, cheio de rótulos e estereótipos. Sim, tem uma baita bibliografia no final “justificando” tudo o que ele diz, mas, mesmo assim, não me convenceu.

O subtítulo diz: “atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”. São poucas as brincadeiras que ela dá. Com relação às atitudes, é tudo muito superficial, dividido em intertítulos minúsculos e cheio de coisas assim: “se o seu filho se comporta de maneira x, pode ser que ele seja um adulto y”, “se você agir com ele de forma x, ele vai se tornar uma pessoa y”.

Oi? São taaaaantas as variáveis dos seres humanos, da história de cada um, da personalidade que cada um traz desde o ventre. Não existem fórmulas prontas. “Ah, mas é que existem probabilidades e estudos, bla bla bla…” Ok. Mas, gente, a mulher é autora de best-sellers. Não é uma irresponsabilidade encher um livro superficial de fórmulas prontas para que as mães menos sensíveis e imediatistas fiquem ainda mais malucas?

O único capítulo que faz alguma reflexão válida é o sobre as mães. É um relato com toques pessoais (já que ela também é mãe) e acho que serve pra bastante gente. Mas, sinceramente, poderia estar em um livro de depoimentos.

É uma pena que a Pais & Filhos apoie uma publicação como essa.

Limites

Meninas, ontem estava arrumando meu armário e encontrei um texto. Não me perguntem como ele foi parar lá nem de quem é. Só sei que eu gostei e resolvi compartilhar. Se alguém souber a autoria, eu publico aqui!

LIMITES
Somos a primeira geração de pais decididos a não repetir com os filhos os erros dos nossos progenitores. Com energia para abolir os abusos do passado. Somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado… os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas e mais “poderosas” do que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo para outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedecem a seus pais… e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais… e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais… e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos. E, o que é pior… os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes de considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais

Mas, à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo… hoje os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem e, ainda que pouco, o respeitem. E são os filhos, quem agora, esperam respeito dos seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e suas forma de agir e viver. E que, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer: os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar os filhos para “ganhá-los” e não o inverso. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem… Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo dos pais, a debilidade do passado encheu os nossos filhos de medo de menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância estamos frente a suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem onde vão.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio na qual se encontra, em uma sociedade que parece à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firma e respeitosa lhe permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas, para irmos à frente liderando-os. E não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito.

Eu fui uma criança e adolescente que nunca tive muitos limites e sempre me senti perdida e desamparada por isso. Espero poder conseguir dar limites para o João sempre, para que ele se sinta protegido e confiante!

O que você acham disso?

Beijos, @fabianafaria

Foto daqui ó