João vai morar com o papai – O processo

joaoEm menos de um mês, Joãozinho vai para a casa do pai (conforme contei aqui). Neste post, quero falar sobre o processo dessa mudança.

João está gostando mais da ideia. Ele foi junto com a gente fazer a matrícula na escola nova e já diz que vai ser muito legal estudar com o irmão. Continuamos em terapia. Por enquanto, nada preocupante. O quartinho dos dois na casa do papai está quase ficando pronto e – é claro – ele adorou a ideia de ter uma televisão e um vídeo game só pra eles (aqui em casa não tem).

Joãozinho ainda reclama que vai dormir muitos dias com o papai e poucos com a mamãe, mas está feliz com a possibilidade de acompanhar o crescimento dos bebês na barriga da tia Fê.

Isso é uma grande novidade! O papai e a tia Fê estão grávidos. De gêmeos! ❤ ❤ ❤ Eles vão proporcionar ao João uma experiência que eu não pretendo repetir por aqui. Ele vai poder acompanhar todo o processo e isso vai ser realmente muito bacana.

Com relação a mim, aos poucos estou caindo na real. Desde que decidimos pela mudança, João tem passado mais tempo lá na casa do pai. Assim, todos nós já vamos nos acostumando com a ideia.

Os sentimentos se misturam: silêncio que incomoda, mas acalma; descanso merecido, mas que traz culpa; casa arrumada, mas pedindo uma bagunça. Minha última TPM foi uma das piores dos últimos tempos. Sensação de abandono sem motivo aparente. Demorou para eu me dar conta do porquê estava me sentindo daquele jeito. 😉

Por conta do post publicado e da repercussão dele no blog Para Beatriz, da Isa Kanupp, tenho conversado com algumas mães que já passaram por isso. O sentimento é meio esse mesmo. Então, está tudo dentro dos conformes.

O importante, como eu sempre digo, é a felicidade das crianças. E nada me deixou tão feliz e satisfeita quanto ver o meu filho tão agarrado ao pai quanto agora. É isso que vale!

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Sim, João vai morar com o papai

fabi-joaoSabe aquela máxima de que “filho a gente cria para o mundo”? Em alguns casos, a separação pode acontecer mais cedo que o previsto.

Sim, João vai morar com o pai no meio do ano. Por quanto tempo? Não sei. Pra sempre? Também não sei. Isso importa? Pra gente – pelo menos agora – não.

Já faz tempo que o Mosca, a Fernanda e o Pedro (mesmo sem saber que é possível) querem que isso aconteça. E por que não? “Só porque eu sou mãe?” Sim, eu SÓ sou mãe dele. E o Mosca é o pai. O pai que também sofreu com a distância nesses três anos de separação e que agora quer ficar mais perto do filho.

Você não acha que os (bons) pais merecem ter os mesmos direitos que as boas mães? E que ótimo que o João tem um pai e uma madrasta que sonham com a ida dele pra lá e estão preparando a casa com todo o amor do mundo para recebê-lo. É uma delícia saber que lá ele vai poder ter irmão(s), quintal e cachorro.

Eu vou sofrer? Lógico! Vou morrer de saudades, dormir agarrada com os travesseiros dele e ficar sem rumo. Mas, vai passar.

Se ele vai sofrer? Pode ser que sim, mas nós estamos preparando a cabecinha dele com muita conversa, amor e terapia em família (sim, eu acredito no método e acho necessário – mais até para os pais que para os filhos).

E se ele quiser voltar daqui um tempo? Ele volta. Sempre existirão duas casas, dois quartos e duas famílias cheias de amor.

Se eu tenho síndrome de Pollyanna? Acho que não. Considero-me até bem realista. Consigo enxergar que, mesmo sendo dolorida, essa pode ser uma boa decisão para o nosso pequeno príncipe.

Lembrem-se: nós somos somente mães. Parimos, amamos (muuuito, é verdade), mas não somos insubstituíveis. Ainda bem que cabe um monte de gente no coração dos nossos filhos. 🙂

Identificação tardia

avo-e-netaVô, você deve ter percebido pelo remetente do e-mail que eu adotei o “Faria” para a vida, né? Sempre me lembro do Dr. Faria quando percebo meu nome escrito por aí. Quando era mais nova, não gostava de “Fabiana Faria”. Achava foneticamente estranho escutar dois efes juntos, mas percebi que a graça é realmente essa e me aceitei. Obrigada por me ceder o sobrenome, lembranças de piadas infames e a paixão pelo baralho. Queria muito ter conhecido mais a sua história.