Dor de amor

amorAmar dói. Não importa se temos 12, 20 ou 32 anos: continua doendo. Quando amamos e somos correspondidos, cada um reage de uma forma: tem mais ou menos foco no trabalho, sente mais ou menos fome, fica com mais ou menos inspiração para viver. Porém, quando se fala em rejeição, todos sofremos do mesmo jeito: muito. E dolorido.

Com a maturidade, a intensidade do sofrimento pode até diminuir, mas ele continua lá, vivo. O coração ainda chora por histórias que poderiam ter sido. Por ter que começar tudo de novo. Pelo corpo que ainda chama pelo amor não correspondido. Ficamos burros da mesma maneira: mensagens bêbadas no final da noite, choros incontroláveis no banheiro do trabalho, noites mal dormidas e mal sonhadas.

Por outro lado, a maturidade nos dá ferramentas para enfrentar o luto de uma separação de maneira mais leve. Já descobrimos o que nos faz feliz e é a nisso que nos apegamos: edredon e seriados, cinema e amigas, música e cerveja. Sabemos que é melhor ficar longe de vez do dito cujo que insistir em remembers que não levam a lugar nenhum.

E o mais importante: temos cada vez mais amor próprio. Eu te amo, mas me amo mais. Vida que segue.

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