Dor de amor

amorAmar dói. Não importa se temos 12, 20 ou 32 anos: continua doendo. Quando amamos e somos correspondidos, cada um reage de uma forma: tem mais ou menos foco no trabalho, sente mais ou menos fome, fica com mais ou menos inspiração para viver. Porém, quando se fala em rejeição, todos sofremos do mesmo jeito: muito. E dolorido.

Com a maturidade, a intensidade do sofrimento pode até diminuir, mas ele continua lá, vivo. O coração ainda chora por histórias que poderiam ter sido. Por ter que começar tudo de novo. Pelo corpo que ainda chama pelo amor não correspondido. Ficamos burros da mesma maneira: mensagens bêbadas no final da noite, choros incontroláveis no banheiro do trabalho, noites mal dormidas e mal sonhadas.

Por outro lado, a maturidade nos dá ferramentas para enfrentar o luto de uma separação de maneira mais leve. Já descobrimos o que nos faz feliz e é a nisso que nos apegamos: edredon e seriados, cinema e amigas, música e cerveja. Sabemos que é melhor ficar longe de vez do dito cujo que insistir em remembers que não levam a lugar nenhum.

E o mais importante: temos cada vez mais amor próprio. Eu te amo, mas me amo mais. Vida que segue.

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Conflitos

keep-fightingEsse negócio de calmaria não é pra mim. Já me conformei: eu gosto é de conflito. Confusão, babado e gritaria. Tiro, porrada e bomba. O trabalho tá mais ou menos? Remexo tudo e faço acontecer. O amor tá uma porcaria? Próximo, por favor. Tem alguém me incomodando? Puxo uma conversa olho no olho, sem indiretas.

Entretanto, com a maturidade, a gente aprende a comprar só aquelas brigas que valem a pena. A intuição fica apurada pra saber quais delas vão dar resultado, sabe?

Por exemplo, não adianta bater de frente (o tempo todo) com o seu chefe. A corda sempre vai arrebentar pro lado mais fraco: o seu. Tem coisas que não mudam. A cultura de uma empresa é uma delas. Você não aceita de jeito nenhum “o sistema”? Saia dele e encontre o seu lugar.

Outro: não insista num relacionamento sem química. Transou uma, duas, três vezes e continua uma merda? Tchau, amiguinho. Simples assim. NENHUM relacionamento sobrevive sem sexo.

Compre brigas que vão melhorar a sua vida e a das pessoas que você ama. Principalmente a sua. E o mais importante: entre naquelas que você pode bancar as consequências.

Não adianta romper uma amizade com alguém que te faz mal e na semana seguinte chamar a fofa para um chopp. Corte relações e desapegue. Você não precisa de ninguém pra ser feliz (apesar de achar que sim).

No trabalho, bote o pau na mesa, sim. Mas só quando tiver propriedade do que está falando, dos motivos pelos quais está brigando e, claro, aguentando os possíveis residuais negativos (de ser chamada de vaca por metade da equipe na hora do almoço, por exemplo).

E no amor, pelo o que (ou por quem) você luta? Esse cara merece todo esse esforço? O relacionamento de vocês vale a pena a esse ponto? Se ficou hesitante, adeus. Pra quê perder tempo com algo que você sabe que não tem futuro? Não adianta se enganar… Se a resposta for sim, maravilha! Encha seu coração de coragem, amor e respeito por si mesma e vá à luta. Quando a gente encontra pessoas especiais, as brigas por amor sempre valem a pena.

Camisinha?! (#postbronca)

condoms-shutterstock_102777923-617x416Papo de mãe solteira/separada: “Ai, eu não posso tomar pílula e comecei a namorar. E se eu engravidar de novo?”

Fías do meu Brasil, cêis nunca ouviram falar em camisinha, não?!

Cara, já conheci tantos casos de mulheres que têm dois filhos de pais diferentes. E nenhuma das gravidezes foi planejada ou desejada.

Não posso ser hipócrita: é claro que eu já transei sem camisinha com namorados e peguetes. Principalmente quando eu tomava pílula. Agora, meu amor, sem tomar pílula, eu não confio na tabelinha nem aqui nem na China!

Mãe solteira, olhe bem pra mim: você quer ter outro filho? (ah, criança é sempre uma felicidade…) Você quer passar por todos os perrengues de novo, sem a ajuda de praticamente ninguém? Vai querer parar sua vida de novo, agora que as coisas estão entrando no rumo? (isso porque eu nem entrei no papo das doenças e tal)

Então, olhe bem pro seu date: “Usar camisinha é ruim? Então, vai pro inferno!”

E agora uma tosquice pra descontrair (e pra você lembrar de mim na hora H):