Tchauzinho, amores!

12 abr

Faço este post com um misto de sentimentos: alívio e dor no coração.

Gente, demorou para eu tomar essa decisão, já tinha pensado isso algumas vezes, mas acho que o Depois que eu Descobri não faz mais muito sentido para mim.

João está em uma fase deliciosa, aprontando mil e uma coisa e eu não tenho tesão em escrever. Tem alguma coisa errada, né? Parece que o blog se tornou um peso, um compromisso que eu sou obrigada a cumprir sem vontade.

Sabe o que é pior? Eu AMO cada pessoa que já comentou aqui! Conheci gente muito legal, fui muito ajudada em várias fases ruins da minha vida, já ajudei muita gente também e sempre recebo tudo de melhor de vocês. Mas, infelizmente, não dá mais.

Não estou mais me sentindo à vontade para expor a minha vida, sabe? E vocês podem pensar: mas continue com o blog sem expor a sua vida! Não consigo… Já tive vários blogs durante os maus 15 anos de internet, sempre gostei desse troço de contar as minhas coisas para pessoas desconhecidas, mas acho que agora preciso aprender a ficar um pouco mais reclusa.

Amo assuntos relacionados à maternidade, ao seu aspecto psicológico e as mudanças que isso traz para a vida da mulher… Adoro divulgar novidades sobre o mundo das nossas crianças: passeios, coisas legais na TV, livros… Mas isso não se encaixa no Depois que eu Descobri. Cada blog tem um objetivo, sabe?

Quem sabe um dia eu faça um outro blog para falar com mãezinhas ou até trabalhe em um site ligado à maternidade… O que vai acontecer, só o tempo dirá!

Mas, gente, não consigo ficar longe da internet. Internet é meu trabalho, meu ganha pão. Por isso, estou no Facebook e no Twitter. Vai lá!

http://www.facebook.com/fabiana.faria1
http://twitter.com/fabianafaria

Gostaria de agradecer DE VERDADE todo o amor, carinho e apoio que vocês me deram nesses mais de 2 anos de blog. A gente continua se falando…

Beijos,
Fabi e João

O verão acabou…

21 mar

Pois é, acabou sol, praia e mar… Acabou banho de esguicho e chuveiro demorado… Acabou dormir de cueca… Mas o João aproveitou!

Lembra daquela viagem que ele fez para a praia com o papai? Pois, depois de séculos eu fui descarregar a câmera fotográfica e encontrei essas duas fotos dele na areia, se lembuzando todo. Será que ele tava gostando? Ele só tem medo do mar ainda, mas a mamãe tem fé que isso vai passar com umas aulinhas de natação.

Bom, mas agora é hora de reforçar o armário com calças de moleton (quase todas as calças dele estão curtas na perna, heheh), casaquinhos deliciosos e meias quentinhas. É hora de ver desenho embaixo do edredon e enrolar um pouco mais na cama de manhã com o pequeno.

Adoro!

Beijos, @fabianafaria

Limites

19 mar

Meninas, ontem estava arrumando meu armário e encontrei um texto. Não me perguntem como ele foi parar lá nem de quem é. Só sei que eu gostei e resolvi compartilhar. Se alguém souber a autoria, eu publico aqui!

LIMITES
Somos a primeira geração de pais decididos a não repetir com os filhos os erros dos nossos progenitores. Com energia para abolir os abusos do passado. Somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado… os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas e mais “poderosas” do que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo para outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedecem a seus pais… e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais… e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais… e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos. E, o que é pior… os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes de considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais

Mas, à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo… hoje os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem e, ainda que pouco, o respeitem. E são os filhos, quem agora, esperam respeito dos seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e suas forma de agir e viver. E que, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer: os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar os filhos para “ganhá-los” e não o inverso. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem… Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo dos pais, a debilidade do passado encheu os nossos filhos de medo de menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância estamos frente a suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem onde vão.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio na qual se encontra, em uma sociedade que parece à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firma e respeitosa lhe permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas, para irmos à frente liderando-os. E não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito.

Eu fui uma criança e adolescente que nunca tive muitos limites e sempre me senti perdida e desamparada por isso. Espero poder conseguir dar limites para o João sempre, para que ele se sinta protegido e confiante!

O que você acham disso?

Beijos, @fabianafaria

Foto daqui ó

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Fralda noturna

18 mar

Já faz algum tempo que eu troquei a marca da fralda do João. Antes, ele usava a Turma da Mônica Tripla Proteção. Ela super resolvia, não vazava, tava tudo certo. Mas, na época do calor, ele ficou toda empipocado na parte que pegava a costura da fralda. Aí, testei a Pampers Total Confort (a verde) e nunca mais larguei. Além de sumir a irritação na pele, aquele elástico que tem na cintura é ótimo, né?

Acontece que ela começou a vazar nas madrugadas. O João sempre tomou muita água antes de dormir e de vez em quando ainda pede mamadeira à noite. Resultado: muito xixi! E aí, a  Pampers passou a não segurar mais depois de um tempo. E ele acorda mega irritado de estar molhado e gelado, heheeh…

Aí, tentei a Turma da Mônica Soft Touch e parece que está resolvendo, mas eu ainda não estou confiando muito. Parece que ela é cavada demais nas laterais e vai sair do lugar (#maeneurotica).

Então, eu peço a ajuda de vocês: que fralda vocês usam à noite no bebê de vocês?

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Mamãe foi demitida. E agora?

17 mar

É isso mesmo. Euzinha aqui fui mandada embora na terça-feira. Cortes de custos. Várias pessoas haviam sido demitidas antes do carnaval e eu fui uma remanescente na lista. Porque as coisas ruins acontecem todas ao mesmo tempo…

O que acontece agora? Ainda não sei. Estou mandando milhões de currículos, entrando em contato com todas as pessoas que eu conheço no mundo e tentando um novo emprego e novos trabalhos freelas.

O duro é que eu tenho este pequeno João para cuidar e pagar as contas. Graças a Deus, o Mosca conseguiu um emprego e agora pode dar um dindin, eu ainda tenho uma segunda fonte de renda (que eu não perdi) e vou receber o dinheiro da rescisão, que pode ser utilizado para pagar as contas até que eu arranje outro emprego. Mas é muito ruim não contar mais com a minha maior e mais segura renda.

Fora isso, tem o aspecto psicológico da coisa. Você se sente rejeitado, desrespeitado, como se o seu esforço não tivesse valido de nada esse anos todos. Você se pergunta: “por que eu fui escolhida para ir embora e outras pessoas ficaram? Será que ninguém enxerga os meus valores?” Talvez nem tenham se preocupado com isso mesmo, só com números. E números não dizem nada.

Eu já estava acomodada, não existia nenhuma possibilidade de crescimento e já tinha vontade de mudar de emprego. Mas ser demitido é bem triste. Vou sentir saudades de todos os meus amigos e da minha rotina diária. Vou sentir falta de dar tchau para o João todos os dias e sair para cumprir as minhas obrigações e me sentir útil. Mas eu sei que não é o fim do mundo. E sei que, sempre que acontece isso, outras coisas mais legais acontecem. mas estou triste. E queria compartilhar com vocês.

Eita, esses últimos meses estão difíceis, hein? Deus, dá uma trégua pra mim, dá? Meu coraçãozinho tá machucado demais…

Beijos a todos, @fabianafaria

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